Documentário ‘O Que a Arte faz por Mim?’ aborda o universo dos transtornos mentais.



Abordando o universo dos transtornos mentais, preconceito, desinformação e consequências, o documentário ganhou visibilidade internacional e no último dia 31 de julho, foi apresentado no Festival Internacional de Calcutá, na Índia, onde conquistou uma menção honrosa, e se destaca como único representante sul-mato-grossense na 1° Mostra Independente de Cinema do Nordeste, que acontece nesse fim de semana.


Por Lu Chagas


Mais que entreter, a arte é um verdadeiro agente de transformação social e promoção da cidadania e baseada nessa premissa a atriz e cineasta sul-mato-grossense Tatiany Furuse, produziu o curta-doc ‘O que a Arte faz por Mim?’, que relata a vida da própria Tatiany, que devido ao desconhecimento de ser uma pessoa neurodiversa, vivenciou anos de erros médicos, preconceitos, discriminação, entre outras inúmeras barreiras sociais, agravando definitivamente seu estado de saúde mental, transformando sua vida e mudando seu destino.


Saúde mental é um tema complicado até mesmo na Medicina, devido seus diferenciais. Cada pessoa tem uma característica e cada caso traz diversidades particulares. Foi por meio da arte que Tatiany encontrou as primeiras respostas, ao ler o livro ‘O demônio do meio-dia’. “Desde então percebi o poder desta ferramenta, da arte como voz para esta luta”, explica a cineasta.



Ao longo dos anos, com os diversos erros médicos, além das buscas por respostas para a sua diversidade, conheceu e acompanhou muitos casos pessoalmente o que lhe trouxe o entendimento sobre o motivo da taxa de suicídios aumentar no Brasil, de forma inversamente proporcional ao que vem caindo no mundo, “realmente é decorrente deste preconceito e estigma, que infelizmente começa na própria pessoa portadora de sofrimentos mentais”, diz a Tatiany.


Ainda segundo a cineasta, que já atuou como atriz nas novelas globais “Amor a Vida” e “Viver a Vida”, os dois maiores propósitos deste trabalho são conscientizar a sociedade sobre a importância da atenção à saúde mental e, devido à grande repercussão e visibilidade, exaltar Mato Grosso do Sul e sua produção cultural no Brasil e no exterior. O trabalho foi realizado com uma equipe dedicada, com colaboradores empenhados na realização de sua obra e na busca em captar os detalhes que gostaria de passar através das lentes.



“Este filme, além de ter como objetivo sensibilizar a sociedade para este tema, tem como objetivo principal que os sofredores desta situação deixem de ter vergonha de suas condições, que saiam do armário (e por isso também termino o filme em cima da mesa), pois, como digo para meu pai, não é que saí definitivamente do armário, eu subi em cima da mesa para que entendam que precisamos lutar, sem parar, e, se preciso, até morrer para que esta história mude, como Martin Luther King fez com a sociedade americana para que eles entendessem sobre o preconceito racial, porque no fim, sem mudar nem pôr, é a mesma crueldade de preconceito, só que contra nós, já matou e ainda mata muito mais”, finaliza a multiartista.


Por esse link você pode adquirir seu acesso para assistir O QUE A ARTE FAZ POR MIM, disponível hoje e amanhã no Sympla Play.

https://www.sympla.com.br/micine-on-2021---filme-o-que-a...


Produção, Direção, Roteiro, Produção Executiva, Montagem, Arte: Tatiany Furuse

Direção de Fotografia & Áudio: Thiago de Jesus Ferreira

Trilha Original: Nani Dias

Caracterização: Robson Cardoso

Designer Gráfico: Milton Satoshi

Câmera: Thiago de Jesus Ferreira, Igor Cabral, Rodrigo Rezende, Thiago Flores

Equipe de Produção: Sibéria Almeida, Alyadna Freitas, Rafaela Oliveira, Matheus Barreto, Thiago Flores, Haroldo Garay

Finalização: Tatiany Furuse, Thiago de Jesus Ferreira

Com: Tatiany Furuse


Mais informações diretamente com Taty Furuse no IG @tatianef.ftatiane




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