Espetáculo Urubu Rei: Informações e conceitos


Ubu Rei estreia no Teatro Commune!

Os absurdos do poder encenados de forma cômica dão vida ao espetáculo que traz Augusto Marin, como Pai Ubu, e a atriz Esther Góes, como a Mãe Ubu .

No dia 19 de novembro, aconteceu a pré-estreia de Ubu Rei, no Teatro Commune. Com temporada de 12 sessões, de quinta à domingo, o espetáculo teatral é baseado no texto de Alfred Jarry, com direção de Armando Liguori Júnior e tradução e concepção de Augusto Marin. No elenco, Augusto Marin, como Pai Ubu, Esther Góes, como mãe Ubu, Paulo Dantas, Wilson Antunes, Fabricio Garelli, Juliano Dip e Natalia Albuk.


O espetáculo tem duração de 1h 20 min.

Mais atual do que nunca, o texto mostra como a ganância e a vaidade exacerbada são capazes de motivar a tomada do poder. Ubu, o protagonista, é um personagem inescrupuloso que beira o grotesco para alcançar seus objetivos. Manipulado pela esposa, Mãe Ubu, e amparado pelos próprios discípulos, decide matar o rei da Polônia para roubar a coroa. Em seguida mata os nobres, juízes e os financistas e trai seus próprios apoiadores. Qualquer semelhança com Macbeth, de Shakespeare, não é mera coincidência!

“Ubu Rei é uma sátira sobre o poder, revela como são patéticos os tiranos. Eles jogam com o destino das pessoas como se fossem crianças brincando”, diz Augusto Marin, idealizador do projeto.

Ao chegar ao trono, Ubu se torna um tirano sanguinário, mas ingênuo e despreparado, o que leva a plateia ao riso. Essa é uma das principais características do trabalho de Alfred Jarry: encenar uma farsa que conduz à gargalhada diante da estupidez humana ao supor uma superioridade diante dos demais.

Segundo Armando Liguori, “estamos fazendo uma releitura contemporânea de Ubu Rei, de Alfred Jarry, pós-pandemia, trazendo referências sobre o Brasil, os artistas e o teatro. Para criar o espetáculo pesquisamos algumas versões de Ubu Rei, como: Ubu Rei, de 1896, Ubu Cornudo, de 1897, Ubu Acorrentado, Ubu sobre a Montanha e os Almanaques do Pai Ubu, escritos entre 1899 e 1901”, esclarece.

A linguagem do espetáculo baseia-se nas técnicas da comédia física e visual, no jogo dos atores, na Commedia Dell’ Arte, com música ao vivo, acrobacias, marionetes, elementos de HQs e dos jogos infantis. O público integra o espetáculo, representando o povo da Polônia.

Ubu Rei, uma sátira sobre os tiranos e Alfred Jarry:

Quando estreou em Paris em 1896, sob a direção do simbolista Lugné-Poe, no Théâtre de l’ Oeuvrea, a peça foi recebida com aplausos e vaias e ficou apenas dois dias em cartaz. O espetáculo rompia com os cânones do teatro da época e o reconhecimento só chegou após a morte de Jarry, quando a tragicomédia serviu de inspiração para o surrealismo, o dadaísmo e o teatro do absurdo.

O texto de Ubu teria surgido como uma sátira de Jarry a um professor do Liceu de Rennes, França, em 1888, quando tinha 14 anos.

Alfred Jarry (1873-1907) foi um poeta, romancista e dramaturgo simbolista francês, inventou a Patafísica, “a ciência das soluções imaginárias", que opera, pela chave cômica, na desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo.

Segundo Guillaume Apollinaire, Jarry foi grande escritor popular, uma espécie de debochado sublime e precursor e inspirador do movimento surrealista.

Ubu Rei, Ubu Play

O processo de criação do espetáculo aconteceu a partir de uma série de improvisações de cenas originais da peça. Com o roteiro e a definição das cenas, inicia-se o processo de caracterização das personagens, gestos, posturas e o uso da voz. Na linguagem do teatro físico e das máscaras, os atores, além de representar mais de um personagem, fazem efeitos sonoros, vozes, manipulam objetos e assumem algumas vezes que estão fazendo teatro.

O espetáculo Ubu Rei está sendo realizado dentro do Projeto UBU REI, FOLIAS PATAFISICAS E PANTAGRUÉLICAS, com recursos do PROAC LAB, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Uma Commune teatral e Ponto de Cultura:

A Commune, fundada em 2003, é uma premiada companhia de pesquisa, produção, formação e intercambio teatral. Seu repertório inclui: Na Cama com Molière, baseado em O Doente Imaginário e Otelo, de Shakespeare, ambos com direção de John Mowat, Anti Comics, uma paródia dos Super Heróis, de Sonia Daniel (coprodução internacional com apoio do IBERESCENA).

Desde 2005, é um Ponto de Cultura e desenvolve o Projeto Teatro Cidadão, que já formou mais de 1500 jovens através de oficinas e da montagem de espetáculos.

O Teatro Commune, criado em 2007, é um laboratório de pesquisa e produção da companhia, referência nas artes cênicas na cidade. Tem capacidade para 99 pessoas, equipamento de luz digital e som profissional, ar-condicionado, galeria e café, além de estacionamento ao lado.

Ficha Técnica

Direção Geral: Armando Liguori Júnior

Tradução e codireção: Augusto Marin

Diretor de Produção: Luciane Ortiz

Direção Musical: Sérvulo Augusto

Diretor de Movimentos - Doria Gark

Cenários: Paulo Dantas

Figurinos: Aline Barbosa

Adereços: Nani Catta Preta

Costureira: Marilene Paraiso, Tatiana Pinto e Celly Martins

Design de Luz e Operação de som e luz: Andre Lemes

Elenco: Esther Góes, Augusto Marin, Fabricio Garelli, Juliano Dip, Natalia Albuk Wilson Antunes e Paulo Dantas

Fotografia: Alexia Marilia e Jamil Kubruk

Programação Visual e Designer: Rony Costa

Ilustrações e layout: Maxx Figueiredo e Alexia Marilia

Produção Executiva: Fabi Noronha

Assessoria de Imprensa: Alessandra Siegel

Assistente de Produção: Giovanna Cipola

Assistente Administrativo: Anderval Areias

Contrarregra e Limpeza: Manoel Cabral

Realização: Commune

Serviço: Ubu Rei

Pré-estreia: 19 de novembro (sexta-feira)

Temporada: 19 a 21, 25 a 28 de novembro e 2 a 5 de dezembro (quinta a domingo)

Duração: 80 minutos - Limite: 12 anos

Horário: Quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h

Preços: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia entrada)

Onde: Teatro Commune: Rua da Consolação, 1.218, ao lado da estação Mackenzie do Metrô.


Assessoria de imprensa:

Alessandra Siegel

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Foto: SiegelPress

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