SIMONE SIMONS E MARK JANSEN (ÉPICA), COMO VOCÊ NUNCA VIU - PARTE 2

Você vai descobrir o conceito do album Omega entre outras coisas...


Imagem da Internet


Bora la, segunda e última parte!


JORNALISTA: Então Mark, nos shows da Epica você tem uma preferência em usar pedais analógicos ou equipamentos digitais como Fractal ou Kemper. Você tem alguma preferência entre um e o outro?

MARK JANSEN: sim, primeiramente eu não fui sempre fã de amplificadores digitais mas desde que nós usamos Positive Grid, isso foi a primeira coisa que realmente me convenceu e então nós usamos Positive Grid mas eu devo dizer que quando fazemos um show ao vivo e nós discutimos com o engenheiro de som e nós fazer uma comparaçao A e B, o engenheiro de som diz que ainda prefere o amplificador real e então o som é o que conta mais, nós ainda tocamos o máximo possível com o real mas para o nosso próprio sistema, o sistema digital é muito estável, então eu prefiro no meu próprio sistema. Então o que eu escuto enquanto eu toco, eu ouço no amplificador digital porque é sempre o mesmo onde quer que tocamos, qualquer lugar é sempre um som estável e porque é com o amplificador real. Em cada lugar é um pouco diferente, então quando você usa seu "mix setup" nos ouvidos, você sempre tem que ajustar muito mas quando você usa o amplificador digital, você chega e imediatamente você tem seu som e precisa apenas adaptar a bateria e um pouco os vocais, porque os vocais sempre soam também diferentes, então é mais fácil controlar, mas eu sou realmente um cara que ama as coisas reais, então sempre que as reais são melhores para o engenheiro de som, eu vou ouvir ele.


JORNALISTA: Simone, você começou no Epica com 17 anos e hoje você é uma mulher mais madura. Como você vê a participação das mulheres no metal atual?

SIMONE SIMONS: eu acho que isso tem sido mais como uma revolução e evolução, mais cantoras mulheres no palco, não apenas cantoras mas também instrumentistas e eu acho que isso é uma coisa muito boa, digo, para ser um musicista seu gênero musical não deveria exercer nenhum papel, é sua paixão, seu talento e trabalho duro. Quando comecei não havia muitas vocalistas mulheres e eu sou muito grata por cantoras como Annika e Daria Chistina, mas também cantoras na cena rock que meio que pavimentaram o caminho para mulheres entrarem na cena e sim, acho que ainda é meio que uma minoria, mas eu não sinto desrespeito, não sinto que não estou sendo ouvida de forma alguma e posso apenas aconselhar qualquer outra mulher por aí que queira participar da cena musical, que eu acho que a cena metal é uma das mais seguras e mais respeitosas cenas musicais que há para mulheres, comparada com se você for adentrar mais na cena da música pop, há definitivamente mais falta de igualdade do que há na cena metal.


JORNALISTA: Desde pelo menos "Th Quantum Enigma", se não me engano, a banda tem usado instrumentos de orquestra reais em vez dos sons sintéticos dos primeiros álbuns, eu gostaria de saber se isso muda de alguma forma sua abordagem de como você está compondo, você já está pensando que vai ter violinos e violas e quaisquer outros que você teria numa orquestra ou isso é analisado posteriormente?

MARK JANSEN: essa é uma pergunta interessante, para mim isso não faz muita diferença, eu ainda escrevo a minha parte das músicas da forma que sempre fiz e então mais pra frente nós começamos a pensar e como a orquestra vai tocar porque eu nunca estudei música no geral. Então realmente não tenho ideia do que estou fazendo, eu apenas faço tudo do meu "feeling", e eu também não faço ideia quando eu arranjo o som se a flauta está no alcance da flauta ou não. Então há muitas pessoas no time que fazem essa parte do trabalho, e isso é maravilhoso porque uma vez que eu trago os arranjos para a orquestra tocar são duas semanas para escrever tudo na partitura, mas então tudo está em detalhes lá preparado para eles tocar, e quando você ouve seu arranjo que você fez no seu computador ganhando vida numa orquestra real, eu posso assegurar que é um momento de arrepiar porque quando você está sozinho no seu "home studio", com seu teclado criando as coisas e então você ouve de repente a Orquestra Sinfônica de Praga tocando isso, é esmagador.


JORNALISTA: Simone, você acha que na Epica você realiza todas as suas ambições musicais como compositora? O que você pensa sobre ter uma carreira solo, e essa carreira solo hipotética viria quando?

SIMONE SIMONS: eu tenho um gosto musical muito amplo isso é algo pelo qual tenho sofrido críticas, o que eu mesma não entendo, sou uma pessoa muito cabeça aberta e eu amo música pelas emoções. Não importa qual gênero é. Se eu gosto da melodia, se eu gosto das vozes e se encontro uma conexão com ela, não há vergonha em dizer que eu gosto de ouvir cantores da cena pop, eu gosto de jazz, eu adoro filmes da Disney, quer dizer, nao sou uma fã de Frozen, digo honestamente que ele nao é do meu agrado, eu sou uma princesa da Disney antiga. Então cantar, para mim, em um filme um dia seria algo que está na minha lista a fazer, eu frequentemente recebo uma resposta positiva sempre que nós fazemos enquetes, que muitos fãs dizem isso, sabe, isso é meio que minha força então eu definitivamente adoraria fazer um disco solo um dia, mas eu nao sinto que a Epica não está me desafiando o suficiente, eu realmente tento a cada disco obter o melhor de mim mesma. E amo trabalhar com outros artistas também, algo novo, o que é muito legal também e eu tenho tantas ideias do que eu poderia fazer no vocal, então eu tenho dito que quero ter um projeto solo por tantos anos, mas ainda não aconteceu muita coisa, Epica é minha maior prioridade, minha família. Eu fortemente acredito que o que há de ser há de ser é tipo a lei da atração: as coisas acontecem no tempo certo, e contanto que eu tenha voz eu continuarei cantando, o metal tem meu coração mas pode ser também jazz ou clássico, e sim, nós veremos o que o futuro vai trazer.


JORNALISTA: sobre a interpretação da arte conceitual do “Omega”, a capa do álbum mostra uma mulher segurando uma chave dourada, algumas pessoas dentro de um labirinto e uma pessoa na frente do labirinto, que está saindo do labirinto, ou ela desistiu de entrar. Tem uma pessoa, em algo que parece uma árvore morta, parece que ela está rezando, ou algo do tipo, e minha pergunta é: a interpretação da arte conceitual poderia ser como a vida, isto é, às veze é um labirinto e nós podemos nos perder nele, e há uma chave que nos ajudará a sair e devemos procura-la? A interpretação poderia ser algo assim, nessa arte conceitual?

SIMONE SIMONS: sim, eu acho que essa é uma forma de interpreta-la. Quando nós trabalhamos com o Stefan Heilemann novamente para a arte gráfica, e ele tem estado conosco desde 2009, desde "The Classical Conspiracy", ele é um grande amigo meu, e o pequeno homem que você vê na capa é na verdade uma pequena mulher mas é difícil de ver, ela é na verdade a esposa do Stefan Heilemann, ela frequentemente é tipo uma modelo para sua arte, e sim, uma das linhas da letra do Mark é que a vida é um labirinto, encontre seu caminho para casa, então todos têm esse labirinto, um sim mesmo, e nós estamos tentando navegar através dele, às vezes você se perde na vida, e também como os rios, você sente que está se afogando no rio e você tem que lutar, sabe? Você tem que manter o foco e não se distrair, tentar alcançar o outro lado do labirinto sendo iluminado espiritualmente de uma forma, entao é isso, e sempre há muito simbolismo na arte gráfica, mas nós não queremos entregar tudo, eu acho que essa é a beleza também, as pessoas podem interpretar de suas próprias maneiras, mas eu acho que é meio obvio que você já interpretou realmente muito bem!


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Tradução:Guilherme Padovani revisão:Humberto Finatti



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